
No dia 07/03 de 2026, os membros Artur Von Kruger, Arthur Carvalho, Breno Pasqualini, Caio Bovaretto, Gabriela Viana, João Macedo, João Victor, Joaquim Davino, Jonas Andrade Luis Miguel, Nicolas Brossi, Thiago Guimarães e Iuri Guimarães da Sociedade Excursionista e Espeleológica (SEE) participaram de um Nivelamento de Segurança em Ambientes Cavernícolas, ministrado por Tiago Bastos, membro da SEE e da Seção de Espelho Resgate da SBE (SER). O objetivo da atividade foi reforçar e aprimorar as práticas seguras em cavidades naturais, contribuindo para a formação técnica dos participantes e para a prevenção de riscos durante atividades espeleológicas.
A escolha da data foi estratégica, considerando a proximidade das Expedição de Topografia do projeto Inventário e Diagnóstico do Patrimônio Espeleológico do Refúgio Estadual de Vida Silvestre Libélulas da Serra de São José e Área de Proteção Ambiental São José e do projeto Cavernas da Cabeceira do Rio das Velhas: cadastramento, espeleotopografia e caracterização que ocorreriam nos próximos dia e contariam com a participação de 14 membros da SEE. Dessa forma, a atividade buscou preparar os integrantes envolvidos, alinhando procedimentos e fortalecendo a cultura de segurança antes da expedição.
A parte teórica foi realizada no período da manhã, na sede da SEE, sala 34 da Escola de Minas do Centro. Neste momento, foram abordadas noções fundamentais de segurança em ambientes cavernícolas, com destaque para a identificação dos principais riscos aos quais o espeleólogo está exposto dentro de cavidades. Também foram apresentados vídeos de acidentes, seguidos de discussões sobre medidas de mitigação de riscos e procedimentos adequados em situações de emergência, incluindo orientações sobre como acionar os órgãos responsáveis em caso de acidentes.
A etapa prática ocorreu na parte da tarde e foi realizada em Ouro Preto, na região da trilha das Lajes, próximo à Mina Sete Bocas, onde os participantes puderam aplicar os conceitos discutidos anteriormente. Durante essa atividade, Tiago Bastos orientou o grupo quanto à identificação de riscos em campo e propôs dinâmicas de caminhamento, nas quais alguns integrantes foram convidados a percorrer o local, verbalizando os riscos observados e justificando as escolhas de trajeto. A prática teve como foco o desenvolvimento do olhar crítico e da tomada de decisão consciente em relação à segurança durante deslocamentos em ambientes naturais. Além dos caminhamentos em superfície, percorremos uma mina subterrânea antiga, que apresenta riscos similares às cavidades naturais. Lá foram apresentados e detalhados os principais riscos do ambiente subterrâneo, assim como procedimentos para identificação e mitigação.
A SEE valoriza iniciativas como essa para a capacitação contínua de seus membros, reforçando a importância da segurança e da responsabilidade nas atividades espeleológicas.
Texto: Gabriela Viana
Revisão: Tiago Fox
